Home Séries Cultura do Reino Série Cultura do Reino

Série Cultura do Reino

245

Você já usou uma expressão tantas vezes que ela perdeu o peso? Cultura do reino. O reino de Deus. Viver o reino. Trazer o reino.

Essas frases circulam com uma fluência impressionante nos ambientes cristãos. Aparecem em pregações e conferências, em legendas de posts e títulos de livros, em conversas de corredor depois do culto e em declarações de visão de ministérios. Circulam como se todo mundo entendesse o que significam. Como se o significado fosse óbvio.

“Pelo que, recebendo um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça.” Hebreus 12.28

Mas é mesmo?

Quando você diz “cultura do reino”, o que exatamente está dizendo? Se alguém parasse você agora e pedisse uma definição em duas frases — não um versículo solto, não uma impressão geral, mas uma definição que pudesse ser verificada, testada, contrastada com o que não é verdadeiro — você conseguiria dar essa definição?

A maioria de nós não consegue.

O problema não é superficialidade

Seria fácil dizer que as pessoas simplesmente não pensam o suficiente sobre o que dizem. Mas o problema é mais sutil do que isso.

Herdamos um vocabulário sem herdar a reflexão que lhe dá substância. Palavras usadas repetidamente em contextos de adoração e fervor acabam investidas de uma carga emocional que as faz parecer mais claras do que são. Você sente o peso da expressão — mas quando tenta articular o que ela significa, o peso some.

E esse fenômeno não é inocente.

Uma cultura — qualquer cultura — molda seus membros de forma silenciosa e profunda, muito antes de qualquer decisão consciente. Você absorve os valores de uma comunidade antes de examiná-los. Você é formado pelo que repete antes de perguntar se vale a pena repetir.

É por isso que pertencer a uma comunidade que afirma viver a “cultura do reino” sem saber o que isso é pode ser mais perigoso do que simplesmente não usar a expressão. Você pensa que está sendo formado pelo Reino, mas está sendo formado por outra coisa com o nome do Reino.

A questão não é semântica. É espiritual.

O que esta série se propõe a fazer

Esta série é uma tentativa de responder à pergunta com seriedade.

Ela começa pela definição — o que é a Cultura do Reino, de onde vem, a que está sujeita — e avança sistematicamente pelos elementos que a compõem: o que o Reino conhece; o que o Reino cria; as leis pelas quais o Reino se governa; os valores que o Reino carrega; os costumes que a comunidade celestial pratica; os hábitos que os habitantes do Reino incorporam ao caráter.

E no final, faz o movimento que qualquer definição rigorosa exige: examina o que não é Cultura do Reino — as práticas, os ensinamentos e as confusões que usam a expressão sem corresponder ao que a Escritura revela.

Ao longo dos nove artigos, você vai encontrar perguntas que talvez nunca tenha feito sobre coisas que pratica há anos. Por que adoramos? O que significa que Deus tem costumes? O caráter de Deus pode ser descrito em termos de hábitos — e se pode, qual a implicação disso para quem diz querer viver como habitante do Seu Reino? O que a Bíblia diz sobre as artes — e o que ela deliberadamente não diz? A prosperidade financeira é herança de filhos do Rei, ou essa crença confunde camadas da revelação que precisam ser distinguidas?

Essas não são perguntas fáceis. E esta série não vai fingir que são.

O que a série promete

Não são respostas simples. É um critério.

Uma metodologia bíblica para examinar qualquer afirmação sobre a Cultura do Reino e perguntar — com seriedade e sem sectarismo — esta afirmação corresponde ao que a Escritura revela como o caráter eterno de Deus e do Seu governo?

Se corresponde, é Cultura do Reino.

Se não corresponde — por mais familiar, por mais emocionante, por mais repetida que seja —, não é.

Hebreus 12.28 diz que estamos “recebendo um reino que não pode ser abalado.” É hora de examinar o que estamos recebendo.

A série será composta basicamente por 9 artigos conforme descrito abaixo, após cada lançamento o link ficará disponível na lista:

Boa leitura, esperamos que Deus nos ilumine com sua eterna sabedoria no desenvolver desta série.

Deus abençoe!