Como fazer para o baterista diminuir o volume da bateria? Como diminuir o volume da bateria na igreja?

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Volume da bateria! Está ai um tema que incomoda muita gente, que tira o sono de muitos pastores, faz os irmãos saírem da unção.

Este é o guia definitivo para resolver este problema de uma vez. Traremos neste post algumas dicas que podem fazer a diferença no volume deste instrumento importantíssimo, mas que pode causar muito stress.

 

O baterista poderia tocar mais baixo?

Poderia, mas, porem, todavia, é sempre uma alternativa, a primeira escolha nas discussões, mas na minha opinião, sem dúvidas a opção com menor eficiência e eficácia. Se você já tentou este caminho e fracassou, não fique triste, você escolheu o óbvio.

Explico…

Entre bateristas PROFISSIONAIS, fiz uma conta rápida, um em cada 20 tem esta habilidade, adquiridas normalmente após 20 ou 30 anos de experiência.

Entre bateristas NÃO PROFISSIONAIS, que é o caso da grande maioria, me lembro de dois nomes apenas, que possuem habilidade de tocar baixo sem perder o ritmo, e em ambos os casos, com mais de 20 anos de estrada.

Entre bateristas AMADORES OU INICIANTES, não me recordo de um que toque razoavelmente bem e baixo. Em todos os casos em que o volume era adequado a execução era um desastre, todo atrapalhado.

Ou seja, a regra geral é tocar alto, tocar bateria em um volume baixo é exceção, entenda isso e você ficará mais inclinado a buscar uma outra solução.

Vejo jovens, iniciantes sofrendo com broncas, cobranças pesadas para que faça algo que é difícil, requer domínio das técnicas e autocontrole, requer maturidade e tempo de treino. Vejo principalmente líderes que não fazem a menor ideia do que estão fazendo, opinando sobre assuntos que não dominam e exigindo o que não sabem fazer. Tocar a bateria em um volume baixo requer um controle físico e técnico.

É muita falta de maturidade exigir tamanha destreza de músicas inexperientes, iniciantes ou amadores, mas fatores como a preguiça, desinteresse, mesquinhez (retém o dinheiro) ou falta de capacidade tem impedido muitos líderes de tomarem um caminho simples, usar o conhecimento, a internet ou até mesmo a consultoria de algumas empresas para orientar e resolver de vez o problema.

Pegamos como exemplo os pratos: Em geral as igrejas e músicos de igrejas compram pratos baratos, que tendem a gerar mais barulho, som mais enlatados, possuem um menor controle do tempo em que ficarão vibrando. E quando falo de pratos baratos, estou falando de kits até R$ 2.000,00 (dois mil reais), não são pratos baratos. Os importados, lindos e maravilhosos, são caríssimos.

Então se comprar os melhores pratos o problema está resolvido? De forma alguma, é tanta variável e tantos detalhes para levar em consideração, que ninguém leria o artigo, daria quase um livro.

 

Soluções

Como estamos cansados de ver nossos parceiros de trabalho sofrendo, vamos dar várias alternativas que vão ajudar a amenizar e até mesmo a resolver o problema.

 

SOLUÇÕES PALIATIVAS: Para quem está com grana curta, mas saibam que não resolverão o problema por completo

Opção 1: Vassourinha de bambu

Trocar as baquetas tradicionais por vassourinhas de bambu, que reduzem a pressão do atrito. Não recomendo as de aço ou de plástico, por uma questão de custo e o resultado não é tão satisfatório. Vassourinhas de bambu pode ser fabricas artesanalmente a um custo baixo, usando palitos de bambu com tamanho de 30 a 40 cm usados em espetinhos de carne.
Segue um vídeo mostrando como fazer: https://www.youtube.com/watch?v=kWl1B5pDG0k
Esta dica nos foi dada pelo grande amigo, já em Cristo, Rodrigo Barbosa.

Opção 2: Abafadores de bateria

Usar abafadores nos tons, caixa e surdo para diminuir a ressonância ou harmônicos. Acredito que somada a troca das baquetas pelas vassourinhas, podem gerar um bom resultado com baixo investimento. Os abafadores irão atuar diminuindo a intensidade e a ressonância, gerando automaticamente menos ruído.

Existem várias formas de fazer, desde opções pagas até as caseiras como usar fita crepe ou silver tape com papel, entre outras soluções, acredito que fazendo uma busca no Youtube poderão encontrar várias dicas:

A: https://www.youtube.com/results?search_query=bateria+tirar+ressonancia
B: https://www.youtube.com/results?search_query=bateria+abafador

Opção 3: Ficar sem bateria!

Esta é sempre uma opção viável, a mais barata de todas, acabam definitivamente com todo e qualquer incômodo.

 

SOLUÇÕES DEFINITIVAS: Tem que meter a mão no bolso sem dó

Aqui vamos apresentar as opções mais salgadas, mas que apresentam os melhores resultados.

Opção 1: Cabine acústica ou Aquário para Bateria

É talvez a opção mais utilizada atualmente em igrejas com uma boa estrutura e que realmente quer resolver o problema.

A solução consiste em criar uma cabine, ou seja, uma sala em cima do palco para o baterista, totalmente (recomendado) ou parcialmente (pode não dar o resultado desejado), fechada em suas laterais com acrílico (menos recomendado) ou vidro temperado de 8mm a 10mm (recomendado).

Prós: Oferece total controle dos ruídos

Contras: Requer um bom investimento, pois além da construção da cabine, exigirá a compra de microfones, cabos, ar condicionado se for uma região quente, se a mesa não tiver canais sobrando, uma mesa extra, um retorno dentro da cabine (recomendamos fone), um espaço no palco para montar esta estrutura

Youtube: https://www.youtube.com/results?search_query=cabine+bateria ou https://www.youtube.com/results?search_query=aquário+bateria.

Posso fechar a bateria sem gastar com microfones, mesa e fios? Pode, mas vai ficar muito ruim. Nem que use microfones mais baratos, até mesmos os Arcanos da vida, você já terá resultados melhores.

 

Opção 2: Bateria eletrônica

As baterias eletrônicas não são consenso entre os bateristas, existindo aqueles que gostam, os que tanto faz, os que tocariam, mas não gostam, e por último os Xiitas, que quase prestam culto a bateria acústica e não tocam em eletrônica de forma alguma.

Os preços variam muito, de algo em torno de R$ 2 mil reais até mais de R$ 20 mil. O que muda entre elas? A tecnologia e a qualidade dos materiais utilizados, que podem em uma primeira impressão não parecer tão diferentes, mas que em 1 ou 2 anos mostrarão suas caras. Boas baterias, usadas com todo o cuidado, duram muitos anos sem manutenção, já as mais baratas, vão apresentar desgastes rapidamente, soldas vão se soltar, sensores irão falhar.

Atualmente temos para emergências e treino uma Roland HD-1, modelo de entrada de uma das marcas com maior experiência em baterias eletrônicas. Em 4 anos trocamos um dos pratos e limpeza de sensores. É um modelo que já saiu de linha, mas que nos ajuda muito no nosso dia a dia.

Em geral as baterias mais modernas e boas marcas oferecem sons muito próximos dos reais, embora nos modelos mais baratos ofereçam recursos e comportamentos mais básicos. Por exemplo, o pedal do bumbo da HD-1, embora responda bem, ele não permite que façamos alguns movimentos mais elaborados, pois o tempo de resposta dele deixa um pouco a desejar, seja por causa das molas ou por causa de como o sensor responde.

Acreditamos que dá para trabalhar com elas, tem preço para todos os bolsos. Com elas você não precisa de aquário ou cabine, basta um canal na mesa e um retorno para o baterista se ouvir.

 

A lei também não está a favor dos bateristas…

Fizemos um artigo que fala a respeito da relação da Igreja com a Lei do Silêncio, nele abordamos os impactos e o que a lei diz a respeito deste tema.

Vale a pena a leitura: “A Igreja e a lei do silêncio. Lei do som alto vale nas igrejas? Som alto em igreja é crime?

 

Concluindo…

Tem solução sim para o problema do volume da bateria, mas acima de tudo precisa de boa vontade de todos os envolvidos.

As opções apresentadas são as mais adotadas e cabem em quase todos os bolsos.

Esperamos que este artigo ajude a diminuir o stress entre a igreja e os bateristas, e possamos gastar nosso tempo preciosos cuidando de vidas, pregando o evangelho, levando Cristo a todos os cantos.

 

Participe…

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